William Ury mostrará aos executivos locais, em seminário, conceitos estratégicos e práticas eficazes de negociação
Conseguir o melhor acordo em negociações e saber gerir conflitos com eficiência são virtudes que a maioria das empresas, sejam elas pequenas ou grandes, buscam para continuarem crescendo. Um dos maiores nomes no que diz respeito a estes dois assuntos e especialista da Harvard Business School, o antropólogo norte-americano, William Ury, vem a Fortaleza amanhã para mostrar aos executivos locais conceitos estratégicos e práticas eficazes para se obter o melhor acordo em negociações de baixa ou grande complexidade.
Norte-americano explica sobre como as negociações podem ser agilizadas FOTO: DIVULGAÇÃO
Chamado “Negociando para Vencer”, o seminário que será ministrado por Ury conta com o apoio do Diário do Nordeste e acontece das 14h às 18h30, no La Maison Coliseu. Segundo o americano, saber negociar atualmente virou praticamente uma obrigação de todas as empresas. “A fim de conseguir realizar suas tarefas hoje, dependemos de dezenas de indivíduos e organizações sobre os quais não possuímos nenhum controle direto. Por isso, as pessoas estão vendo a necessidade de saber tomar as suas decisões por meio da negociação”, explica Ury.
Trabalho em equipe
Outro assunto que deve ser abordado por Ury durante o seminário é a importância do trabalho em equipe e a realização de forças-tarefas, que geram negócios e alianças estratégicas. Cada uma dessas formas organizacionais exige negociação e renegociação contínuas, à medida que o ambiente dos negócios muda. “Seguindo este pensamento, resta pouca escolha senão aprender a tomar nossas decisões em conjunto”, afirma o especialista de Harvard.
De acordo com Ury, o maior desafio do século 21 é saber se comunicar eficazmente e aprender a trabalhar em equipe. “Essa não é uma tarefa fácil. As pessoas mal sabem fazer isso em grupos de seis, muito menos em grupos de 600, 6 mil ou 6 bilhões. Porém, é possível sim. É o que mostro em minhas palestras. O futuro já está em curso, tanto político como econômico, e depende, mais do que nunca, da capacidade de se saber negociar”, explica Ury.
O americano também explica sobre como as negociações podem ficar mais rápidas, mas faz uma ressalva. “É possível negociar de forma ágil e eficiente, mas somente se você já tiver investido previamente numa relação de confiança”, diz.
